Blog do Chico Maia

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Classificado em primeiro no grupo, Cruzeiro fica sabendo dia 4 quem será o próximo adversário na Libertadores

Cruzeiro e Racing fizeram um grande jogo, concluindo a fase de grupos e terminando em primeiro deste grupo 5. Partida foi mais difícil do que se esperava e o time argentino confirmou que também é candidato a voos mais altos na competição.

Detalhes e comentário, do Alex Souza, especial para o blog, a quem agradecemos:

* “Jogo disputadíssimo pela necessidade de vitória dos dois times. O Cruzeiro, depois de um começo arrasador, foi cedendo espaços ao time argentino, que por pouco não empatou. O time azul voltou a crescer ofensivamente e teve a chance de liquidar o jogo em duas ocasiões, no fim do 1º tempo, quando De Arrascaeta perdeu duas chances claras. No tempo final o Racing rondou a área, mas não conseguiu chegar com grande perigo, salvo em cabeçada de Centurion bem defendida por Fábio. O Cruzeiro se retraiu e contra-atacou com perigo chegando a perder chances perigosas com Sassá, Raniel e Léo…” (mais…)


Parabéns Ipatinga Futebol Clube; 20 anos, hoje!

Em foto do Elcio Paraíso, o time campeão antes do jogo contra o Cruzeiro em 17 de abril de 2005. O primeiro à esquerda é o William, ótimo zagueiro, hoje comentarista do Sportv, na sequência, Irineu, Fhael, Rodrigo Posso e Leo Medeiros; Kanu, Beto, Walter Minhoca, Luizinho, Leandro Salino e Paulinho.

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O Ipatinga completa hoje 20 anos de existência e o blog cumprimenta à sua torcida, diretoria e à cidade. Clube que teve um início de sucesso fantástico, passou por momentos ruins e agora começa a mostrar força novamente. O jornalista Fernando Rocha, que é da cidade, também homenageia o “Tigre” na coluna dele no Diário do Aço, de Ipatinga, que circulará amanhã:

“Diferente do pessimismo de anos anteriores, quando teve a sua existência ameaçada, por conta de dívidas contraídas em gestões anteriores, o Ipatinga Futebol Clube comemora 20 anos de fundação. Desta vez sua atual diretoria  passa  confiança, esperança e otimismo em um futuro melhor nos próximos anops, tendo como propósito principal  retornar à elite do futebol estadual e nacional.

·        O “Tigrão” foi fundado oficialmente no dia 21 de Maio de 1998 por um grupo de desportistas, tendo à frente o empresário e ex-presidente, Itair Machado, hoje diretor de futebol do Cruzeiro. Já no seu primeiro ano  de existência subiu da Terceira para a 2ª Divisão ou Módulo II, e no ano seguinte(2000) chegou à elite do futebol mineiro terminando em 4º lugar como campeão do interior.

·        O Tigre, entre outros feitos importantes conquistou o título estadual em 2005, ao derrotar o Cruzeiro em pleno Mineirão,  quebrando um tabu de 41 anos sem que uma equipe do interior levantasse a taça de campeão mineiro. No ano seguinte foi vice-campeão perdendo o título para o Galo na final. Como vice-campeão da Série B, em 2007, alcançou a elite do futebol nacional, que disputou em 2008. Ainda em 2007, terminou a Copa do Brasil em terceiro lugar, sendo eliminado pelo Flamengo na semi-final.

·        Teve também seus piores momentos, como por exemplo a equivocada troca de endereço, em 2013, indo parar em Betim. Mas o bom filho a casa torna, pois no ano seguinte  voltou para onde não deveria ter saído, iniciando  a sua reestruturação administrativa, que resultou na boa campanha e a conquista do título da Terceira Divisão em 2017.

·        Não conseguiu este ano o acesso à 1ª Divisão estadual, o que parece ser questão de tempo, se continuar o bom trabalho da atual diretoria, que tem na presidência o jovem empresário Cristiano Araújo. Vida longa para o “Tigrão de Aço”, o nosso quadricolor imortal e cativo  no coração de todos os ipatinguenses. “..Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/Mas, aprendendo a jogar…” Elis Regina/Francis Hime. (Fecha o pano!)”

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Em 2015, na data dos 10 anos do título, o jornal O Tempo fez reportagem especial lembrando a conquista, em texto com textos do Antônio Anderson e Vinícius Silveira: https://www.otempo.com.br/superfc/dez-anos-de-um-t%C3%ADtulo-in%C3%A9dito-1.1025676


América se comportou como o clube grande que é; por isso, vitória incontestável

Vi um América empolgante, com estatura do clube mais que centenário e grande que ele é. Se impôs o jogo todo, sem se intimidar em momento algum, enfrentando as dificuldades naturais quando se tem pela frente um adversário da prateleira do meio para cima do futebol brasileiro, que é o Botafogo.

Vitória incontestável, com um gol bem trabalhado, contando com a experiência do Rafael Moura que tinha pela frente quatro adversários e mesmo assim conseguiu manobrar e dar um toque de bico de chuteira para que o Juninho marcasse.

Nas entrevistas depois da partida o autor do gol mostrou o porquê da campanha americana estar tão positiva: união, humildade, simplicidade e respeito à comissão técnica e diretoria.


Ao entrar com o time reserva o Cruzeiro obrigou o Atlético a fazer o dever de casa

Mano Menezes mexeu com o psicológico do Galo ao mandar a campo o time reserva. Transferiu toda a responsabilidade da vitória ao Thiago Larghi. Em caso de vitória, não teria feito mais que a obrigação. Se perdesse, teria sido derrotado por reservas do maior rival.

E quase funcionou, pois até um jogador experiente como o Ricardo Oliveira chutava qualquer bola, de qualquer distância, em qualquer ângulo, na ânsia de marcar um gol. Com o status que tem, recusava-se a empatar ou, pior dos cenários, perder para os reservas do maior adversário. E essa ansiedade dele contaminou todo o time, que errava passes e chutes a gol. O Cruzeiro apostava nos contra ataques, sem perigo, e o jogo corria moderrento, com cara de zero a zero.

A expulsão do Mancuello, justa, diga-se, logo no início no segundo tempo, mudou a história. Por incrível que pareça o Cruzeiro passou a correr mais e ameaçar pra valer ao Victor, permitindo que o Atlético passasse a explorar contra ataques. E em um desses, o Roger Guedes se aproveitou e saiu o gol da vitória que põe momentaneamente o Galo na liderança. Vitória que espanta a crise, dá moral a jogadores e comissão técnica e pode significar um embalo no campeonato.


Na véspera do 75o Atlético x Cruzeiro no Horto, imprensa desperdiça tempo e espaço com as picuinhas infantis de sempre

Fosse eu o diretor de qualquer veículo de comunicação que faz cobertura de esportes proibiria o absurdo desperdício de tempo e espaço com dirigentes e advogados dos clubes com essas polêmicas tolas extracampo. No máximo, uma informação curta sobre a bobagem de sempre, relativa a ingressos, mando de campo e bla, bla, bla que não acrescenta nada. Na certa, essa turma, dos dois lados, não tentaria virar notícia no próximo clássico, já que os holofotes não seriam voltados a eles.

O foco precisa ficar nos jogadores e treinadores, que estarão em ação e serão os responsáveis pelas emoções no gramado. Neste contexto, vale a pena ler a ótima reportagem do Alexandre Simões, no Hoje em Dia, com detalhes desta bela história de 75 anos do jogão no estádio Independência:

* “Capítulo especial: Atlético e Cruzeiro fazem neste sábado o clássico 75 no Independência”
Iniciada em 25 de julho de 1954, com uma vitória alvinegra por 1 a 0, gol do centroavante Ubaldo Miranda, em partida válida pelo Campeonato Mineiro, o clássico entre Atlético e Cruzeiro neste sábado (19), a partir das 16h, o 75ª capítulo da sua história no Independência, principal casa do confronto entre os dois rivais na segunda metade dos anos 50 e primeira dos 60.

Nesta segunda “Era do Horto”, iniciada com a reinauguração do estádio, em 2012, ele voltou a receber o seu maior jogo. O confronto pela sexta rodada do Brasileirão será o 17º entre os rivais na nova arena.

Nas duas fases, a vantagem é do Atlético. No geral, são 37 vitórias, contra 21 do Cruzeiro e 16 empates.

A partir de 2012, o Galo venceu oito clássicos, a Raposa, quatro, e outros quatro terminaram empatados. Neste almanaque, que une Tomazinho a Cazares, Dirceu Pantera a Arrascaeta, há algumas das principais histórias do maior confronto do Independência. (mais…)


Contra o Botafogo, jogo para o Coelho mostrar garras e dentes no Brasileiro

O América enfrentará um atual concorrente direto pelas primeiras posições da tabela do campeonato, e mostrar as suas possibilidades na competição. Se uma campanha digna da tradição do clube ou se vai brigar pra não cair. O começo tem sido muito bom. Fico espantado com o nível e grau de cobranças de alguns torcedores mais radicais, paixão pura (para não dizer coisa pior), que a falar até em campanha “fora Enderson”, referindo-se ao técnico, que faz excelente trabalho. Se erra em um jogo ou outro, tem infinitos mais acertos, e isso faz parte de qualquer atividade profissional.

O Botafogo também tem um bom time, está na sétima posição, com apenas um ponto a mais que o Coelho, que ocupa a 10a colocação. É jogo pra ganhar e manter a autoestima americana no topo.


América sorteia a bela camisa 3 entre os que se inscreverem na TV Coelho

A diretoria de comunicação e marketing do América continua fazendo ótimo trabalho. Esta semana iniciou campanha de incentivo ao acesso maciço à TV Coelho:

América MG‏ @americamg:

Vocês amam sorteio de camisa, einh? E nós também! Então, quando a TV Coelho chegar a 4 mil inscritos no YouTube, vamos sortear a nova camisa 3 para quem der RT neste tweet. Inscreva-se!:

https://www.youtube.com/user/americadecacampeao/


Virada em Curitiba reafirma a competência e importância do trabalho do Mano Menezes

Em fotos do Vinnicius Silva / Cruzeiro, Henrique comemora o gol de empate no mesmo dia em que completou 33 anos de idade.

Diz o ditado que “manda quem pode; obedece quem tem conta pra pagar”. Mano Menezes conseguiu montar um grupo e uma forma de jogar muito consistentes. Os jogadores sentem confiança no que fazem dentro de campo e obedecem o que é determinado pelo treinador. Um trabalho que leva tempo, além de competência para tal, dentro e fora das quatro linhas. Para mim o momento decisivo para que tudo começasse funcionar deste jeito foi aquela goleada na estréia da Libertadores sofrida para o Racing em Buenos Aires. Em conversas fechadas com os jogadores ele deu uma sacudida no grupo, na base do “quem não quiser jogar aqui que caia fora”. Nessa virada contra o Atlético-PR, concordo com este ótimo comentário do Alex Souza, a quem o blog agradece:

* “Bom jogo do Cruzeiro em Curitiba. Marcou forte a saída de bola, propôs o jogo de modo a fazer o resultado, jogou de igual para igual sem se preocupar com o fetiche contemporâneo de se fechar por jogar na casa do adversário. É assim que tem de ser: intensidade, competitividade, busca da vitória… Sem essa bobagem de ficar só na defesa, o que só acaba com a qualidade do jogo e, na maioria das vezes, leva a lugar ruim na pontuação.
Foi um grande passo a obtenção desse resultado (Atlético/PR 1 x 2 Cruzeiro) para a conquista de uma vaga na próxima fase, ressaltando que faltam mais 90 minutos em novo confronto que deve ter bom futebol em Belo Horizonte, onde o Cruzeiro vai precisar manter o foco no objetivo e jogar com seriedade, raça e inteligência. É buscar cumprir o que se espera do time sem alarde, conversa fiada ou sem oba-oba. Ser Cruzeiro é saber como o clube tem buscado construir sua história, sobretudo na Copa do Brasil.
O time, no jogo em Curitiba, quando foi atacado, se comportou bem defensivamente. Ser atacado durante uma partida faz parte do futebol e da dinâmica natural de jogo. O time atacou muito e foi o dono das principais chances de gol. Arrascaeta, Lucas Silva e Rafinha foram muito participativos e chamaram o jogo, se apresentando para as jogadas. Atacar o adversário também faz parte do futebol e da dinâmica natural do jogo.
Em desvantagem no placar, depois de lance infeliz do goleiro Fábio, o Cruzeiro foi à luta, produziu chances, foi à frente com muitos jogadores e venceu com grande colaboração do sistema de contenção nos dois gols: um chutaço de Henrique, que desviou na defesa, e um lançamento perfeito de Dedé para finalização de Raniel.”

Alex Souza


De limitações em limitações o Atlético é eliminado de mais uma competição

Segunda eliminação em duas semanas consecutivas. Em casa, para o San Lorenzo e fora para a Chapecoense. Depois dos jogos as mesmas falas, de que “jogamos bem”, “a bola não quis entrar”, “o adversário veio para empatar, não quis jogo”, bla, bla, bla…

Contra os argentinos, time reserva na segunda partida, para privilegiar a Copa do Brasil e o Brasileiro. Mas no mesmo Independência não conseguiu fazer um gol sequer na Chapecoense, um time razoável, individualmente muito inferior. Novamente nenhum gol em Chapecó, em estádio quase vazio, sem a propalada pressão que a torcida deles faria.

Primeiro tempo fraco, medo dos dois times de tomar gols; de doer as vistas. Uma defesa sensacional do Victor, de uma cabeçada. No segundo, um pouco mais de correria dos dois lados, duas belas defesas do Jandrei, outra grande defesa do Victor.

Otero sumido em campo. Thiago Larghi escalou Erik no lugar. Pensei que o Luan fosse voltar no lugar dele depois do intervalo, mas só entrou para bater pênalti, após a expulsão do Fábio Santos. Novamente Gustavo Blanco foi sacado. Não merecia, apesar de não ter feito uma grande partida. Entrou Elias, que dessa vez voltou a ser o Elias preguiçoso.

Nos pênaltis, Victor pegou uma cobrança, mas o Galo perdeu duas, com o experiente Ricardo Oliveira e Roger Guedes. Milagre também tem limite.

Agora é concentrar no Brasileiro, só! Não tem nenhuma mais desculpa a ser dada.


Jogos difíceis no Sul e desfalques lamentáveis para Atlético e Cruzeiro no clássico de sábado

Em foto do Bruno Cantini, a renovação “sustentável” no Atlético, representada por Gabriel, Gustavo Blanco e Bremer

A Copa do Brasil está no caminho de Atlético e Cruzeiro antes do jogão entre eles, sábado, no Independência. Aliás, obrigado ao Claytinho Nova Vista e ao Osvaldo Gandini, que me corrigiram; já que escrevi inicialmente que o jogo seria no domingo. O Galo contra a motivadíssima Chapecoense que venceu o Flamengo pelo Brasileiro, e a Raposa contra o Atlético-PR, pressionado, em função da derrota de virada para o Atlético.

Uma pena que os cartões amarelos tenham tirado dois dos principais atores do espetáculo. Gustavo Blanco, que sobre de produção a cada jogo e Dedé (foto, twitter.com/Cruzeiro), idem, que além disso voltou a marcar gols decisivos.  Impossível dizer qual time sofrerá mais com o seus desfalque.


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